Na contemplação do povo da minha praia!!!

E foi com o som da chuva do meu tempo de retorno "semi-pós-covidiano", que adentrei ontem no Paço Imperial para um verdadeiro restauro de alma, com o trabalho de dois artistas.

A hierarquia comandou meus passos, segui direto para o primeiro andar, ao encontro da verdade crua e generosa, da nada silenciosa narrativa de Victor Arruda. Um vertiginoso mergulho na vida como ela é mas, com as lentes multicoloridas de um pintor colecionador de afetos e por tanto, bendito por Espinoza! Impossível não se identificar com os trabalhos do período de confinamento. Victor Arruda nos presenteia com a generosa aceitação da nossa humanidade.

Uma vez há muitos anos atrás, no Parque Lage, numa mostra, onde eu exibia a minha série Zéfiro, o saudoso Reynaldo Roels convidou Victor Arruda e me introduziu a ele, dizendo ser eu, uma sua "sobrinha herdeira conceitual"... Finalizei a visita ao andar do Victor com o desejo de que algum dia eu seja realmente herdeira conceitual da generosidade e do afeto de Victor Arruda!

Foi nesse estado de aceitação amoroso que desci as escadas para entrar no universo poético de Úrsula Tauz, onde por puro encantamento, escolhi ignorar o chamado para o viés de um discurso acadêmico, com uma narrativa tão em voga mas, que poderia me levar ao nodal que abastece o antagonismo destruidor de pontes, preferi me deixar levar pela fusão quase imediata na minha imersão contemplativa em mais essa obra memorável de Úrsula Tauz.

Saí do Paço com o espírito alimentado, extremamente agradecida por essa hora de suspensão provida pelo povo mais que especial da minha praia!!!


Victor Arruda termina hoje!!!!!!



Úrsula Tauz até 21 de novembro de 2021

Paço Imperial

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